Marketing Existencial!
Existem coisas na vida que precisamos ver para crer. Se até São Thomé precisou de provas, porque nós mortais não precisamos também!
A velocidade da informação e da quantidade diária de opções tangíveis e intangíveis que são absurdamente colocadas a disposição para usarmos e abusarmos nos faz ter somente uma única certeza: não sabemos o que precisamos ou queremos. Somos diariamente induzidos por mídias para criar necessidades que se tornam hábitos, e depois disso passam a ser prioritários e vitais.
Estas opções que nos colocam a disposição carregam alguns efeitos colaterais, que imediatamente não percebemos, até porque estamos ludibriados de êxtase pelo uso.
Se voltarmos no tempo, na época da pré-história, a necessidade criava os produtos simplesmente com um único objetivo: sobrevivência;
Já na Idade Moderna a necessidade fez surgir a manufatura transformando a matéria prima, já evoluindo do artesão para o produto manufaturado.
O tempo não para, e as necessidades estavam batendo na porta. Era o inicio da economia capitalista, gritando pelo consumo, ainda nas mãos de uma burguesia, mas com apoio da revolução industrial, o mundo realmente se transforma graças a industrialização.
A Inglaterra liderava este processo, com o inicio do processo de automação industrial. Estávamos no período entre 1760 a 1850.
Toda a mudança abre novas oportunidades, surgindo em paralelo o neo-colonialismo, que nada mais era do que uma disputa de mercado, participação, share, que na época era denominado um gênero.
A partir de 1850, a difusão e o crescimento invadiu toda a Europa e por conseqüência, a produção se fortalece com alguns produtos como aço, energia, petróleo e a vedete de todas, a comunicação. Naturalmente, crescimento gera disputa, gera poder, gera guerra.
E ela veio, a 1ª. Guerra Mundial (1914), acompanhada lógico de um crescimento que alavancou drasticamente os setores da vida cotidiana.
Surgem as classes sociais, que nos dias atuais ainda existem; e os governos tentam crescer a base da pirâmide, através de projetos sociais que nós pagamos por isso. Não seria a educação a solução mais simples? Mas vamos continuar no foco que tento narrar, pois política não se discute.
Surgem opções de trabalhos, com péssimas condições e salários e horas diárias que hoje são consideradas sub-humanas.
Se existe trabalhador é lógico que existem greves, insatisfações entre a relação trabalhador e empregado, nada muito diferente do que vivemos atualmente.
Mas tudo isso faz parte da nossa história, e estes fatos levaram a uma arte mágica, que seria o maior de todos os movimentos. Uma palavra que antigamente era uma arte “mercadejar”, ou seria uma mercancia?
Isso nada mais é do que o marketing atual!
A população existe e cada vez viverá mais com os adventos tecnológicos. A existência da civilização é algo tão grandioso, que explicar seria tema de um livro.
Se existe o homem, e existência é uma certeza, o que ele precisa, usa, consome e idealiza seria um mercado existencial?
A vida gera uma existência, que a cada dia caminha e leva a novos consumos, posturas, necessidades que vão tão além do óbvio, mas tão além, que ultrapassam a barreira da realidade.
Este é o futuro que identifico nos mercados, pois o ser humano não vive mais sem produtos e serviços.
Todos os adventos com os anos se tornaram tão úteis que hoje não sabemos mais viver sem celular ou internet, ou mídias sociais.
Precisamos não somente mais viver, precisamos existir , buscando a evolução humana que age por impulsos e através de uma sensação de desorientação e confusão face a um mundo aparentemente mercadológico tem dúvidas, sempre muitas dúvidas.
Será que o Marketing está preparado para uma crise existencial? Será que o Marketing se aproveita desta crise e cria novos conceitos? Será que o mundo está se tornando eterno?
Se viver é o hoje que é diferente de existir , e se existir leva a uma descoberta e definição de uma novo homem, de um novo ser, o marketing precisa buscar este entendimento , deixar a miopia e ser existencial entendendo essa busca pela nova definição e criando opções que auxiliem o homem.
Parece complexo, mas a vida é complexa e nos desafia diariamente.
Além dos P´s e das teorias, o marketing existencial busca responder sobre a vida, pois é através dela que criamos hábitos, costumes e necessiades.
As dúvidas impactam o mundo corporativo, pois a dificuldade de entendermos a nós mesmos nos torna menos produtivos. Os líderes com inteligência existencial são mais hábeis, pois geram menos stress. O stress corporativo é uma bolha, que cresce absurdamente como um hábito normal. Os desafios e as metas atuais vão além da capacidade funcional ou emocional. Vão na existência, que deixa o profissional confunso, sem saber responder as 5 perguntas da vida:
- Quem somos nós?
- Porque estamos aqui?
- O que vai nos acontecer?
- Porque morremos?
- Qual é o sentido disso tudo?
- Porque estamos aqui?
- O que vai nos acontecer?
- Porque morremos?
- Qual é o sentido disso tudo?
Perguntas simples, que nos deixa sempre pensativos.
Aplicado a vida corporativa, hoje dificilmente sabemos explicar, pois apesar de todas as teorias e planos, não sabemos a missão, objetivos, metas, porquês e para onde iremos nas organizações.
Teremos muito trabalho pela frente, pois transformar o marketing de metas e produtos em uma ferramenta que auxilie a transformar a qualidade de nossas vidas em decisões e entendimentos conscientes é o grande desafio do mundo moderno.

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