terça-feira, 22 de março de 2016

Síndrome de Estocolmo ou Vampirismo no ambiente Corporativo?



Outro dia, li uma matéria sobre a Síndrome de Estocolmo, que é uma resposta psíquica encontrada, em alguns casos, em reféns que demonstram lealdade ao seu raptor, ou opressor, onde a mente fabrica uma estratégia ilusória para proteger a psique da vítima.

Intrigante esta síndrome, na qual  vítima mesmo sabendo que está sofrendo opressão, cria a ilusão de proteção pelo raptor mentalmente.

Imediatamente após esta breve leitura, não pude deixar de fazer a analogia desta síndrome a sagaz aventura corporativa.

A vida corporativa tem situações que tornamo-nos vitimizados e oprimidos, pela gestão diária, com a lealdade, confiança, paixão e amor pela organização.

A 43 anos atrás na Suécia, 2 assaltantes invadiram um banco e fizeram reféns 4 pessoas por 6 dias. 
Durante este período foi estabelecido uma relação de lealdade e confiança entre assaltantes e reféns, dos quais um dos motivos que fez esta relação existir, foi explicada pela identificação emocional, motivada pela apreensão, ansiedade e medo do cenário futuro.

Comparado a vida cotidiana corporativa, este fato remete a vários exemplos reais dentro das empresas.

Chefes, gestores, diretores e qualquer função de gestão possuem muitas vezes perfil de carcereiro, e vitimizadores de suas equipes.

Para sobreviver, os funcionários , que analogicamente categorizei como "reféns"criam uma relação de compromisso, lealdade e na maioria das vezes de carinho e afeição pelos gestores "carcereiros", que fazem ameaças pelo uso do cargo e  "dominam" o "refém" funcionário retaliando a vida profissional sem preocupação.

Uma outra característica também explicada pela psicologia é o vampirismo psíquico aplicado na relação chefe/funcionário, onde o chefe tem a habilidade de drenar a energia vital do profissional "vampirizado", mas não o mata.
                                             
                                             Resultado de imagem para vampirismo psiquico chefe
Este chefe, geralmente apresenta empatia, capacidade de avaliar as emoções e manipulam com extrema capacidade de comunicação a equipe.

Interessante os nunces que ocorrem na vida profissional, as semelhanças com as mazelas existentes na vida casual, transferidas para a função chefe/empregado, e ambos podem sofrer este tipo de pressão em escalas diferentes.

A maioria das vezes a denominamos "pressão psicológica", que no ranking dos conflitos corporativos, é o 2o colocado dos casos de licença médica nas empresas.

A pressão psicológica acarreta o estresse, a depressão, o medo, os transtornos psíquicos e as doenças fisiologicamente visíveis.

Tudo isso acontece, porque emocionalmente de alguma forma permitimos.

Porque permitimos, porque aceitamos, porque deixamos, porque sofremos e a principal pergunta, porque permanecemos nesta situação?

Medo na maioria das vezes de ficar desempregado, medo de responder e enfrentar a situação, falta de apoio dos órgãos corporativos responsáveis, falta de processos e gestão dos dirigentes, falta de oportunidades na carreira, falta de apoio psicológico, falta de apoio familiar, de apoio de amigos, ...
                                 
                     Enfim a falta e medo, são as respostas que usamos!...

Na verdade, eu acredito que tudo isso ocorre, porque não acreditamos que existem outras oportunidades que podem ser alcançadas., que somos capazes e que o reconhecimento vem de pequenos gestos, que na maioria das vezes não percebemos.

Buscar uma explicação do porque só depende da gente. Querer achar uma saída também só depende da gente.

Os porquês nos dão a curiosidade de buscar a resposta. A curiosidade nos leva a criar opções, ultrapassar barreiras e acreditar na nossa capacidade!

A vida corporativa é uma escolha, uma opção de carreira, de sonhos e realizações.
Estas realizações existem, porque passamos muito tempo dedicando nossa capacidade funcional nos desafios empresarias. São muitas hora, dias, semanas, meses e anos...

Somos nós que fazemos a construção dos objetivos corporativos, e somos nós também que escolhemos isso.

Se não for isso, devemos avaliar e fazer a nossa escolha! 

A decisão é somente nossa... e não devemos transferir para a organização!

Um grande abraço!

Yêda Matta Brandi
       

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