quinta-feira, 19 de outubro de 2017

"TRANSFORMAÇÃO DIGITAL"


Na era da revolução digital, as empresas precisam promover mudanças estruturais que antecedem a tecnologia, inovação e digitalização, pois a percepção e os valores mudaram e as necessidades estão associadas a tempo (T), qualidade de vida (QV) e sustentabilidade (S).
Juntar esse tripé: T + QV+ S e orquestrar a transformação no ambiente corporativo, é um desafio que precisa ser feito com metodologia, objetividade e foco em alguns pontos:
  1. Pessoas: precisam ser envolvidos nesta mudança, pois representam 90% desta grande virada e a tecnologia representa 10%;
  2. Organização: precisa mudar a Cultura analógica;
  3. Processos: ágeis, simples para atender as mudanças;
  4. Planejamento incremental, com objetivos e alvos a serem construídos e alcançados com testes contínuos e em etapas de tempo menores;
  5. Clientes: valor principal que precisa transformar seu negócio sendo preponderante no plano incremental ágil de transformação digital;
  6. Portfólio: desenvolvido com parceiros para reduzir custos e adicionar valor a cadeia produtiva;
  7. Comunicação clara, simples. 
  8. Gestão: equipes menores, mais ágeis e integrada construtivamente, sendo mais produtivas que grandes equipes;
  9. Economia Colaborativa é uma realidade e não existe outra forma para sobrevier no mercado pois o cliente e concorrente passarão a ser parceiros  na cadeia de negócios e não somente os fornecedores;
  10. Novos negócios através de Incubadoras, Partners, Unicórnios e Ecossistemas para criação de novas ideias que rentabilizarão negócios;
  A maioria das empresas não estão atuando nesses pontos e ainda tentam manter os lucros e resultados no modelo atual de gestão por resultados financeiros, estruturas hierárquicas grandes, onerosas com estratégias tradicionais para sobrevier as mudanças de posicionamento e participação no mercado digital. 

O mercado digital se transforma a cada 1ano e meio. A velocidade é avassaladora, se comparada aos modelos de mercados anteriores onde a mudança tecnológica levava em média ciclos de 7 anos.

O volume de smartphones é a comprovação que não adianta manter os modelos tradicionais de compra e venda para o mercado consumidor. Em torno de 40% da população da terra acessa 
internet para trabalhar, estudar, conversar, jogar e interagir.

A tecnologia trouxe a mobilidade de "estar, poder e fazer " tudo simultaneamente,  acelerando os processos de compra e venda, a percepção de valor e de segurança no uso das ferramentas digitais.

O GPDR - Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia é outra mudança ocasionada pela Internet e aplicável a qualquer organização que transacione dados cibernéticos, e necessitam de segurança e privacidade de dados.

O consumidor está mais impaciente, descartável e com opções e escolhas a um toque na tela. Ele busca mais tempo, mais segurança e mais facilidade cotidiana de forma simples.

Esta é a principal característica do mundo digital: simplicidade

Estudos apontam que até 2020, 40% das empresas de vendas utilizarão a mobilidade e automação de CRM obrigatoriamente, por isso, para as empresas sobreviverem e se tornarem simples, é "sine quá non" transformar o modelo de negócios tradicional para o modelo de negócios digital.

E não tem mais volta, pois:
  • 43% das empresas que já iniciaram alguma inovação e transformação digital já apresentam resultados positivos nos níveis operacionais.
  • 100% sabem que esta mudança é urgente e quem não iniciou, está preocupado como e quando fazer.
#serdigitalnaoeopcional
#colabore
Nos vemos no próximo texto!
Abraços,
Yêda Matta Brandi



terça-feira, 22 de março de 2016

Síndrome de Estocolmo ou Vampirismo no ambiente Corporativo?



Outro dia, li uma matéria sobre a Síndrome de Estocolmo, que é uma resposta psíquica encontrada, em alguns casos, em reféns que demonstram lealdade ao seu raptor, ou opressor, onde a mente fabrica uma estratégia ilusória para proteger a psique da vítima.

Intrigante esta síndrome, na qual  vítima mesmo sabendo que está sofrendo opressão, cria a ilusão de proteção pelo raptor mentalmente.

Imediatamente após esta breve leitura, não pude deixar de fazer a analogia desta síndrome a sagaz aventura corporativa.

A vida corporativa tem situações que tornamo-nos vitimizados e oprimidos, pela gestão diária, com a lealdade, confiança, paixão e amor pela organização.

A 43 anos atrás na Suécia, 2 assaltantes invadiram um banco e fizeram reféns 4 pessoas por 6 dias. 
Durante este período foi estabelecido uma relação de lealdade e confiança entre assaltantes e reféns, dos quais um dos motivos que fez esta relação existir, foi explicada pela identificação emocional, motivada pela apreensão, ansiedade e medo do cenário futuro.

Comparado a vida cotidiana corporativa, este fato remete a vários exemplos reais dentro das empresas.

Chefes, gestores, diretores e qualquer função de gestão possuem muitas vezes perfil de carcereiro, e vitimizadores de suas equipes.

Para sobreviver, os funcionários , que analogicamente categorizei como "reféns"criam uma relação de compromisso, lealdade e na maioria das vezes de carinho e afeição pelos gestores "carcereiros", que fazem ameaças pelo uso do cargo e  "dominam" o "refém" funcionário retaliando a vida profissional sem preocupação.

Uma outra característica também explicada pela psicologia é o vampirismo psíquico aplicado na relação chefe/funcionário, onde o chefe tem a habilidade de drenar a energia vital do profissional "vampirizado", mas não o mata.
                                             
                                             Resultado de imagem para vampirismo psiquico chefe
Este chefe, geralmente apresenta empatia, capacidade de avaliar as emoções e manipulam com extrema capacidade de comunicação a equipe.

Interessante os nunces que ocorrem na vida profissional, as semelhanças com as mazelas existentes na vida casual, transferidas para a função chefe/empregado, e ambos podem sofrer este tipo de pressão em escalas diferentes.

A maioria das vezes a denominamos "pressão psicológica", que no ranking dos conflitos corporativos, é o 2o colocado dos casos de licença médica nas empresas.

A pressão psicológica acarreta o estresse, a depressão, o medo, os transtornos psíquicos e as doenças fisiologicamente visíveis.

Tudo isso acontece, porque emocionalmente de alguma forma permitimos.

Porque permitimos, porque aceitamos, porque deixamos, porque sofremos e a principal pergunta, porque permanecemos nesta situação?

Medo na maioria das vezes de ficar desempregado, medo de responder e enfrentar a situação, falta de apoio dos órgãos corporativos responsáveis, falta de processos e gestão dos dirigentes, falta de oportunidades na carreira, falta de apoio psicológico, falta de apoio familiar, de apoio de amigos, ...
                                 
                     Enfim a falta e medo, são as respostas que usamos!...

Na verdade, eu acredito que tudo isso ocorre, porque não acreditamos que existem outras oportunidades que podem ser alcançadas., que somos capazes e que o reconhecimento vem de pequenos gestos, que na maioria das vezes não percebemos.

Buscar uma explicação do porque só depende da gente. Querer achar uma saída também só depende da gente.

Os porquês nos dão a curiosidade de buscar a resposta. A curiosidade nos leva a criar opções, ultrapassar barreiras e acreditar na nossa capacidade!

A vida corporativa é uma escolha, uma opção de carreira, de sonhos e realizações.
Estas realizações existem, porque passamos muito tempo dedicando nossa capacidade funcional nos desafios empresarias. São muitas hora, dias, semanas, meses e anos...

Somos nós que fazemos a construção dos objetivos corporativos, e somos nós também que escolhemos isso.

Se não for isso, devemos avaliar e fazer a nossa escolha! 

A decisão é somente nossa... e não devemos transferir para a organização!

Um grande abraço!

Yêda Matta Brandi
       

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Trabalho, Vida e Tempo!




A matemática diária que fazemos para cumprir nossa agenda de compromissos é alucinante.

Nosso dia é composto de 24 horas, das quais 8 a 10 horas dedicamos ao trabalho.

Baseado no cálculo de 10 horas de trabalho diária, mais 2 a 3 horas de locomoção e trânsito, utilizamos 10 a 13 horas do nosso tempo dedicando a pessoa jurídica.

Até ai, nada difere da realidade vivida pela maioria dos profissionais que atuam nas capitais.

Neste cenário, sobram entre 11 a 14 horas para vivermos na categoria pessoa física.

Como Pessoa Física, geralmente precisamos de 8 horas de descanso. Isso significa que nos restam entre 3 a 6 horas para relaxarmos, estudarmos, praticar alguma atividade física ou simplesmente não fazer nada.

Essa rotina dura pelo menos uns 30 anos da nossa vida. Isso significa aproximadamente uns 7.200 dias de aventura, equivalente a 72.000 horas dedicada a pessoa jurídica e 2.400 horas dedicado a nossa vida que em 30 anos de carreira, representa 3% do nosso tempo é dedicado a nossa vida e o restante ao trabalho.

Como o trabalho nos engrandece e é necessário para sobrevivermos com mais conforto, temos que ter nesta dedicação prazer, alegria, contentamento, respeito.

Do latim a palavra trabalho é originado do conceito “tripaliu”, que é a denominação de instrumento de tortura formado por três (tri) paus (paliu) , que era usado para os cavalos que não se deixavam ferrar. Dessa forma originalmente trabalhar significava ser torturado.

Na visão grega, o trabalho agradava aos deuses (criava recursos e consideração social), fazia os homens independentes e afamados. A alma, ao desejar riquezas, impulsionava ao trabalho.

Pois bem, nesta viagem longa de vida empresarial, o trabalho é a nossa labuta diária, onde vivemos vários episódios que depois de cumprido torna-se momento passado.

Passado que muitas vezes é sempre categorizado como muito melhor que o presente Passado que foi vivido, deu oportunidades, experiências e conclusões que servem apenas para fortalecimento e história construída.

O dia a dia passa, o tempo voa e depois que beiramos a fase dos "enta", 40, 50, 60...  a percepção muda muito, assim como o gosto e o prazer a ser alcançado.

Sempre falo que aos 20 anos não temos paladar, comemos ketchup na pizza, adoramos os big sanduiches. Aos 30 anos comemoramos muito esta chegada, pois esta década é muito rápida, com um pouco mais de maturidade e responsabilidade para encarar uma carreira, um sonho, uma vida nova.

Já quando comemoramos os 40 anos,  na vida profissional entramos no momento crucial da reflexão da carreira que projetamos, das conquistas, realizações e frustações e etapas não alcançadas.

Nesta etapa, já melhoramos drasticamente nosso paladar gastronômico, já experimentamos mais, já somos cobrados e temos altíssimo grau de responsabilidade com família, com a vida e com nós mesmos.

Alcançamos mais da metade da viagem e do sonho empresarial de carreira, ascensão e conquistas.

Algumas vezes, nesta etapa, por temos a maturidade instalada e a PVC nos rodeando, temos um alto grau de cobrança e medos que a idade e a vida nos traz.

Sentimos saudade dos 20, 30 anos, como se a fase dos 40 fosse pior.

O corpo mesmo com toda tecnologia muda características, a paciência às vezes é menor e as expectativas passam a ter um prazo de validade menor.

Isso tudo é real, concreto e diário, e muitas vezes até melancólico.

Se olharmos através da ótica construtiva e realizadora, somos nesta fase muito melhores que fomos, pois conseguimos construir uma vida repleta de obras que ficaram na nossa história e serão utilizadas ou como bom exemplo, as tais melhores práticas, ou como ponto de atenção para não serem repetidas.

Isso é um valor e riqueza para o mundo empresarial que não tem preço, despesa ou custo.

Isso é capaz de transformar o futuro em algo melhor, produtivo, realizador, desafiante e encantador.

Atrelado a isso, somos pessoas maduras, com alta capacidade para escrever e construir novas obras e saber distinguir o que é bom e melhor nesta rotina de 10 a 13 horas por dia que dedicamos a nossa família CNPJ, que escolhemos ficar e viver nela.

Esse é o principal segredo da nossa história. Nós escolhemos, nós criamos obras e nós decidimos esta dedicação que é retirada da parte CPF e dedicada à parte CNPJ.

Então, a conclusão desta crônica é que:

O dia de hoje é o melhor dia, assim como as escolhas que fizemos são as escolhas certas, por que nós somos o autor da nossa história, e esta, com certeza é a nossa maior obra de arte!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Melhor pedir Perdão ou Permissão ?

Vamos a uma pergunta muito rápida: É melhor pedir perdão, ou pedir permissão?


No mundo de vendas, onde as metas são muito agressivas, pedir algo fora de algum processo padrão é um tanto complicado, principalmente para quem não atua na área de vendas e fica ditando regras que algumas vezes atrapalharam mais do que ajudam...

Vender é uma arte que requer muita competência, habilidade, paciência, persistência e lógico sorte também.

A rotina de um vendedor não é simples. Primeiramente a vida é uma emoção diária com praticamente 30 dias úteis de planos, pressões, estratégias, propostas, previsões, ganhos, perdas, conquistas, incertezas, angústias,, burocracias e lógico, chefe cobrando meta, horário, contrato, resultado e performance.

Além de tudo isso, a agenda do vendedor é 24x7,  e a família do profissional de vendas é vendedora também, pois tem que participar.

Não sendo pouco essa agitação diária,  este(a) profissional de vendas  ainda tem uma vida atlética bem agitada, pois no mínimo tem visita a cliente, o que é um bom exercício aeróbico,  tem a musculação diária ao carregar sua pasta sempre pesadíssima com laptop, tablet, celular, que quase sempre é mais de um, contratos, folders, portfólio,  tem meditação ao ficar esperando horas nas salas de espera pela próxima reunião, tem sessões de luta ao encarar os desafios do mercado e da concorrência, tem momento artístico ao conseguir representar seu produto e fechar negocio, tem o momento psicólogo ao encarar longos almoços e jantares com clientes que falam o que querem e você tem que estar sempre sorrindo, solicito, agradável e presente, e naturalmente tem que estar antenado a tudo que acontece no mundo.

Ai depois disso tudo, tem a rotina interna na empresa, onde existe as regras de negócios, diretrizes, controles processuais e sistêmicos, e tem o cliente que topa fechar aquele grande negocio de meses de trabalho, mas que está fora da sua alçada, da delegação e talvez possa ser perdido.

O vendedor nessa hora fica alucinado. Sabe que se colocar aquele negocio para dentro vai gerar um bom resultado para empresa, que ganhará uma boa comissão, que se desdobrou para conseguir a melhor condição, mas que alguns detalhes, que na visão de vendas sempre são pequenos detalhes, podem ser relevados.

No mundo de vendas, a forma de enxergar negocio é algo peculiar. Dificilmente um profissional da área Financeira consegue ter essa visão, pois as perspectivas são muito diferentes. O mesmo ocorre com a área jurídica, que dificilmente aceita mudar uma cláusula no contrato de vendas, pois a perspectiva sempre é o menor risco empresarial.

São olhos e visões diferentes e necessárias nas empresas, que se degladiam diariamente, porém com uma diferença que sempre ouvimos de vendas: quem está na frente do cliente e tem que fechar o negocio é vendas, que precisa transformar o valor do negocio para empresa e para o cliente é o vendedor.

Fácil? Não, extremamente difícil, complexo e desafiador e é por isso que existe a espécie Vendas. Pessoas com alta capacidade de comunicação, convincentes, criadores de necessidades, caçadores com alto Faro para oportunidades.


Pessoas alegres, determinadas, ousadas e agressivas. Fortes e determinadas a ganhar dinheiro.Movida pelo desafio e pela comissão. Ah a comissão, que nunca é boa o suficiente, mas sempre é sua, conquistada e devida.

O cara mais bem tratado quando é o performista e o mais chutado quando não bate meta. A vida do vendedor é assim, não tem trégua, porque quanto termina um mês e o alvo é alcançado, o outro já inicia e a nova meta já é devida e tudo começa de novo.

E nesta dinâmica alucinada, ele precisa vender mais, mais, mais, pois nunca é o suficiente.

Para que essas vendas ocorram, ele vai se adaptando a regras necessárias e algumas vezes precisa fazer malabarismos e correr riscos para não perder negócio. essa dinâmica é complicada, pois precisa estar alinhada a ética corporativa e pessoal.

Então uma forma usada para algumas situações que não poderiam acontecer, mas que ele convence seus gestores que é um excelente negócio e que vale a pena correr o risco é feita.

E depois que tudo acontece, o negócio é fechado e o resultado acontece, é muito mais fácil pedir Perdão do que pedir Permissão.

E isso é a pura verdade, pois a permissão é algo que na maioria das vezes não acontece, mas no mundo dos negócios, o perdão é mais aceito, até porque no final o mês acaba e um outro começa com um novo desafio e tudo se repetirá.

Esta crônica é para todos meus amigos profissionais de vendas que admiro muito e sei que esta arte não é para qualquer um.

Tem que ser muito BOM!!!!

Um grande abraço!

Yêda Brandi










domingo, 19 de maio de 2013

Ritual Masculino

A moda executiva geralmente segue um padrão e simboliza o poder, a superioridade e a austeridade.



Homens e mulheres seguem tendências da moda, porém a moda masculina mantém de alguma forma o padrão contemporâneo clássico.

Ternos escuros ou nos tons cinzas são uniformes masculinos repetidos. Um terno com camisa branca, e gravata clássica é padrão.

Imagine uma reunião importante, onde o Presidente da empresa fará uma apresentação. Uma espécie de kickoff e logo após  haverá o comum e conhecido coquetel, que deveria ser a hora do relaxamento.

Nesta reunião, 60% dos executivos usarão terno preto, 30% cinza e 10% azul marinho. Seguindo a tendência a gravata vermelha ou vinho lideram, seguido da gravata azul e acreditem a gravata rosa também é usada, sendo uma ousadia.

Os sapatos e cintos sempre na maioria das vezes são pretos, seguidos das meias na mesma tonalidade. O comportamento também é o mesmo, pois,  ao sentar abrem o paletó, cruzam as pernas e todos, exatamente todos arrumam a gravata.

Como são previsiveis os homens, como são práticos e pouco variam no design.

Mas porque isso perpetua?

Lembrem que este compartamento vem de outras décadas e séculos. Quem não lembra dos executivos da empresa IBM conhecidos pelos seus ternos pretos. Virou característica desta empresa que associou a marca a um estilo.

Este estilo, logicamente não surgiu na IBM, mas sim iniciou em Versailles, no século XVII , quando Luis XIV, o rei Sol, desbravando a moda masculina resolveu criar uma roupa específica para as reuniões com empresas multinacionais. Foi nesta época que surgiu o modelo até hoje usado, mas com bem menos rococó (estilo da época). Luis XIV solicitou aos alfaiates que criassem o terno, um conjunto de 3 peças da mesma cor.



A alfaiataria, tornou-se algo que representava o poder e a elegância, e o terno era produzido customizadamente e carregava a imponência da masculinidade mantendo a formalidade.

Interessante como um simples terno remete ao poder, coisa extremamente comum no mundo corporativo. Imagine um homem de tenis, calça jeans e camiseta sentado ao seu lado em uma reunião. Você acharia que ele era um executivo, ou que poderia ser o presidente da empresa? Dificilmente você o enxergaria na função pelo o que está vestindo. A roupa não remete ao cargo.

Eu tive uma professora de antropologia do consumo que falava sempre a seguinte frase: a moda é um eterno vir a ser! Mas como aplicá-la no universo masculino, que preserva o uso do terno desde o século XVII. Já se passaram sete séculos e o uso da alfaiataria masculina, mesmo tornando-se mais viável com a venda no varejo, é ainda a roupa 100% usada pelos executivos, cuja a herança cinza vem da revolução industrial.

Os hippes dos anos anos 70, com suas cores psicodélicas tentaram colorir o mundo, mas não tiveram força e se converteram ao ritual terno preto e atuam muitos como executivos atualmente.

As novas empresas principalmente as de tecnologia e internet, tentam mudar este estilo. Stive Jobs foi um que ousou no estilo camiseta Calvin Klein, a famosa e prática calça jeans e o seu tão comum blaser.

Este estilo mais "casual" será uma nova tendência no mundo corporativo? Num mundo onde a criatividade, ousadia e empreendedorismo tem feito surgir novas empresas de jovens, que brincam de fazer empresa e criam grandes impérios corporativos, combina a tradição dos homens de terno preto?

A era da moda contempoânea precisará mudar o estilo?  Porque as cores não surgem neste mundo tão formal e igual? Porque permanecer com os modelos da revolução industrial e pequenas ousadias na largura das gravatas moda dos anos 50 após o boom da propaganda?

Será que a geração Y que já está atuando neste mundo ainda usa o velho e tradicional terno? Pensem rapidamente no estagiário ou no analista que está no inicio da carreira. Ele usa o terno, ou só quando é literalmente obrigado?

Já os executivos da geração X aceitaram as tribos evangelizadas pelos baby boomers e permaneceram com a tradição.
A geração X que está na faixa de 30 a 45 conseguiu mudar este ritual?

É obvio que não!!!

O ritual é tão forte e poderoso, que transforma o profissional em um homem mais respeitado e percebido pela roupa. Parece bobagem, mas é a pura verdade, e qualquer alteração de cor, pode ser considerado ridícula. 

Pense neste cenário: um executivo com um terno xadrez estilo "Agostinho Carrara" da série a Grande Família, que ousa no uso de cores e listras. Dá para imaginar? naturalmente o exemplo é estranho de imediato aceitar, mas porque não ousar?

Pense rapidamente e conte nos dedos quantos homens na sua empresa ousam no estilo e fogem ao padrão terno escuro? Quantos ternos verdes, vermelhos, brancos, amarelos, são usados? Contou? Eu não consigo achar um se quer!!!

Será a a geração Y conseguirá mudar este padrão e se libertar de séculos e séculos de uma tradição tão austéra? Como seria se os homens resolvessem mudar este padrão usando cores alegres e ousadas?

A cor preta é desprovida de reflexo de luz e possui simbolismos que variam de cultura ora simbolizando a morte, o anti-patriotismo, o rock'n roll, estilos góticos ou o simplesmente o nada.

Sendo esta cor tão pesada, porque os "Homens de Preto" corporativos não mudam? O que tem por traz desta escuridão?

E você, acha que a cor poderia existir no mundo masculino corporativo?

Homens que tal colorir um pouco!!! Mulheres vocês ajudam a colorir?

Uma manhã de paint ball poderia ser um ótimo inicio na segunda feira!



Abraços,

Yêda Matta Brandi

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Saudade de um tempo que passou!


Constantemente temos uma estória para contar no trabalho e na maioria das vezes remete a nostálgica alegria de que éramos felizes e não sabíamos.

Você já se deparou contando a alguém como era antigamente?

Ou já se viu em uma roda de amigos criticando o presente, ou não entendendo o porquê, o quem , o quando e o onde? Já se viu rindo da situação? Ou já falou assim, hoje você deve ligar o botão do F... -se?

Estes sintomas  geralmente são aspectos conjunturais e insatisfações pessoais envolvidas no ambiente corporativo relacionados a competição e a carreira.

Dez situações que nos envolvem diariamente:

1. Se você ja se viu exemplificando fatos ou situações do passado, como antigamente a gente fazia assim, tinha modelos assim, criávamos projetos ou trabalhávamos assim, é porque não gosta do que faz hoje;

2. Se você lembra do passado com saudosismo e sempre acha que era melhor, significa uma insatisfação com o presente;

3. Se a lembrança do passado tem tomado tempo suficiente de sua rotina, significa que você não consegue viver o presente e vislumbrar o futuro;

4. Se você acha que a forma e os acontecimentos do presente são repetições do passado em uma versão piorada, significa que você não acredita no futuro;

5. Se você calibra constantemente a expectativa com a frustração, significa que não existe no presente ou no futuro uma saída que represente um cenário motivante;

6. Se você encara o trabalho atual como emprego, significa que não tem desafios para desbravar;

7. Se você culpa o cenário a organização ou as pessoas, é porque não se insere no problema ou situação, está incrédulo;

8. Se você reclama de tudo, todos as vezes ou a qualquer instante por qualquer motivo que seja, é porque não consegue encontrar foças e coragem para mudar o cenário atual;

9. Se você relembra as atividades do passado com emoção e vive o presente com melancolia, é porque não está fazendo o que acredita e deseja para o futuro;

10. Se você acredita que no passado tudo era muito, mais muito melhor no ambiente de trabalho, é porque você não tem mais o presente e está perdendo seu tempo em querer voltar ao que já passou.

Os 10 ítens são situações que vivemos tanto na vida pessoal como no ambiente de trabalho.

Tais situações carregam a sensação da "saudade" que é  um sentimento que nos remete a situações e momentos que tivemos e perdemos por deixarem de existir. Nos leva também a solidão que remete a uma ausência, perda ou desapareciemnto de algo que já tivemos.

Percebam que a "saudade" sempre carrega na nossa memória os momentos bons, alegres e felizes. Dificilmente temos saudade de chefes grosseiros, duros, de competições sem ética ou trabalhos frustrantes ou não realizados. Mas temos a mania de achar no presente todas estas situações ruins juntas.

E o que fazemos para "matar esta saudade"? Lembramos, relembrambramos através dos bate papos com amigos, através de fotos antigas, de trabalhos feitos, emails recupreados e orgulho de ter sido ou feito ou participado daquela época.

Este sentimento é agradável, rimos, nos emocionamos e se transforma em alegria momentânea, sim momentânea porque se não resolvida transforma-se em angústia, nostalgia e tristeza.

O passado foi vivido e por isso foi importante. Mas foi, passou e nunca mais voltará. O futuro será conquistado e vivido e precisamos buscá-lo. E como fazer isso ?

Vivendo o presente..., sabendo que ele existe porque o escolhemos.

O passado é um ensinamento para ser lembrado e não vivido pois já se foi, o presente, este sim a gente vive e o futuro, ah!... o futuro , este ainda não nos pertence! 

O presente é a única e maior certeza que temos e podemos escolher e mudá-lo. Ele é o presente que ganhamos diariamente ao acordar, como no nosso aniversário que ganhamos presentes.

Um ótimo presente a todos!

Abraços,

Yêda Matta Brandi



domingo, 14 de outubro de 2012

O poder do Boato!


A rádio corredor é uma ferramenta poderosa existente nas grandes organizações, e através dela criam-se estruturas, cargos, perfis e boatos.

Conheci há algum tempo atrás uma palavra muito interessante chamada “passaralho”, termo mais usado nas regiões Norte e Nordeste sarcasticamente para o impiedoso pássaro cortador de cabeças . Este ser ludicamente criado, algumas vezes surge com vôos rasantes e devasta áreas e causa pânico.

O passaralho tem como principal função fazer o PNB, e quando acionado faz com maestria sua função.

A rádio corredor que é a ferramenta mais rápida e catalisadora de boatos, pré anuncia a chegada do passaralho.

Meses antes da chegada do passaralho, as grandes redes internas, criam suas estratégias de proteção. Essas redes são privilegiadas e consegue ter algumas informações antecipadas, o que evita serem capturados pelo vôo rasante do passaralho.

Alguns sinais começam a surgir no piso, e os profissionais iniciam alguns movimentos protecionistas. Isso geralmente ocorre com profissionais que não estão ligados a algum grupo ou rede e depende única e exclusivamente de sua competência e seus contatos.

A área que mais detém informações sobre a chegada do passaralho, inicia o processo de operacionalização para que o vôo não devaste totalmente a terra. Recursos Humanos, que tem o papel de garantir o ambiente sadio de trabalho, tem uma importante função neste momento, pois é necessário no mínimo uma forma orientada de gestão de pessoas, já que o passaralho executa a sua função sem piedade.

RH tenta transformar a visita do passaralho em algo tranqüilo e ameno. Todos estes movimentos são difundidos pela rádio corredor, que através de boletins mantém a comunidade organizacional preparada para o ataque do passaralho.

Com isso, alguns profissionais deixam a comunidade organizacional antes do ataque e evitam serem capturados. Outros se escondem em comunidades mais fortes se protegendo do passaralho.

Agora, a grande maioria não consegue se realocar e tem que esperar no seu canto. Esta espera dependendo do perfil do profissional varia muito com relação aos boatos.

Os receptores de boatos acreditam e ficam tensos sem saber o que fazer.

Os criadores de boatos, lançam boatos que na maioria das vezes são orientados pelos grupos  que detém informações privilegiadas. O problema destes boatos é que grande partes deles são criados pelos grupos dominantes para que se tornem realidade ou para mudar situações que atrapalham suas estratégias.

Os passadores de boatos colocam na rede os boletins para difundir na comunidade.

Tudo isso ocorre rapidamente e se espalha por toda organização.

Naturalmente os boatos não conseguem dominar toda a organização, mas boa parte é infectada por este vírus e fica literalmente doente.

Os sintomas são de fácil percepção: ansiedade, baixa produtividade e evasão. A doença às vezes vira epidemia, e atrapalha o desenvolvimento organizacional. Os resultados ficam em risco, e estes sinais são alerta para o ”board” que precisa rapidamente atuar com relação ao uso do passaralho naquele momento.

Não fazer parte de uma rede, ou não ter a informação sobre decisões estratégicas sem ter a responsabilidade ou fazer parte desta decisão é a melhor posição neste momento.

A Santa Ignorância realmente é santa, pois nos protege de saber de decisões ou movimentos que não temos como mudar ou influenciar. Ficar imaginando o que será que vai acontecer só cria situações desfavoráveis para nós mesmos.

Rapidamente conte nos dedos quantos colegas que conhecemos fica em função de boatos o dia inteiro? Contou? Faltou dedo? Preocupante, pois a sua organização passa boa parte do tempo gerenciando boatos.

As decisões tomadas de forma incorreta e desordenadas nas organizações são comuns no ambiente corporativo. A geração de boatos sendo predominante significa que falta direcionamento estratégico na organização para conduzir os profissionais que sem saber o que a empresa espera deles acredita nos boatos.

Agora o mais importante é: o que existe por trás de um boato?  Se a empresa está sem direcionamento organizacional e precisa acionar o passaralho significa que também toma decisão por boatos? O mesmo boato que ocasiona improdutividade por deixar parte da comunidade organizacional em alerta e preocupada com as decisões que desconhece. A  comunidade cria o que não existe e o boato se transforma em verdade, que passa a direcionar a organização.

Volto a Santa, santíssima ignorância... Como nesta hora ela é realmente santa, pois se não sei e desconheço não imagino ou crio.

Não é fácil dirigir uma organização. Se o resultado não vem, com certeza o boato e o passaralho são predominantes.

Se o boato predomina é porque acreditamos nele.

E você, já se viu ansiosa ou sofrendo por causa de um boato? 

Uma ótima semana,

Yeda Brandi

 

"TRANSFORMAÇÃO DIGITAL" Na era da revolução digital, as empresas precisam promover mudanças estruturais que antecedem a te...