domingo, 14 de outubro de 2012

O poder do Boato!


A rádio corredor é uma ferramenta poderosa existente nas grandes organizações, e através dela criam-se estruturas, cargos, perfis e boatos.

Conheci há algum tempo atrás uma palavra muito interessante chamada “passaralho”, termo mais usado nas regiões Norte e Nordeste sarcasticamente para o impiedoso pássaro cortador de cabeças . Este ser ludicamente criado, algumas vezes surge com vôos rasantes e devasta áreas e causa pânico.

O passaralho tem como principal função fazer o PNB, e quando acionado faz com maestria sua função.

A rádio corredor que é a ferramenta mais rápida e catalisadora de boatos, pré anuncia a chegada do passaralho.

Meses antes da chegada do passaralho, as grandes redes internas, criam suas estratégias de proteção. Essas redes são privilegiadas e consegue ter algumas informações antecipadas, o que evita serem capturados pelo vôo rasante do passaralho.

Alguns sinais começam a surgir no piso, e os profissionais iniciam alguns movimentos protecionistas. Isso geralmente ocorre com profissionais que não estão ligados a algum grupo ou rede e depende única e exclusivamente de sua competência e seus contatos.

A área que mais detém informações sobre a chegada do passaralho, inicia o processo de operacionalização para que o vôo não devaste totalmente a terra. Recursos Humanos, que tem o papel de garantir o ambiente sadio de trabalho, tem uma importante função neste momento, pois é necessário no mínimo uma forma orientada de gestão de pessoas, já que o passaralho executa a sua função sem piedade.

RH tenta transformar a visita do passaralho em algo tranqüilo e ameno. Todos estes movimentos são difundidos pela rádio corredor, que através de boletins mantém a comunidade organizacional preparada para o ataque do passaralho.

Com isso, alguns profissionais deixam a comunidade organizacional antes do ataque e evitam serem capturados. Outros se escondem em comunidades mais fortes se protegendo do passaralho.

Agora, a grande maioria não consegue se realocar e tem que esperar no seu canto. Esta espera dependendo do perfil do profissional varia muito com relação aos boatos.

Os receptores de boatos acreditam e ficam tensos sem saber o que fazer.

Os criadores de boatos, lançam boatos que na maioria das vezes são orientados pelos grupos  que detém informações privilegiadas. O problema destes boatos é que grande partes deles são criados pelos grupos dominantes para que se tornem realidade ou para mudar situações que atrapalham suas estratégias.

Os passadores de boatos colocam na rede os boletins para difundir na comunidade.

Tudo isso ocorre rapidamente e se espalha por toda organização.

Naturalmente os boatos não conseguem dominar toda a organização, mas boa parte é infectada por este vírus e fica literalmente doente.

Os sintomas são de fácil percepção: ansiedade, baixa produtividade e evasão. A doença às vezes vira epidemia, e atrapalha o desenvolvimento organizacional. Os resultados ficam em risco, e estes sinais são alerta para o ”board” que precisa rapidamente atuar com relação ao uso do passaralho naquele momento.

Não fazer parte de uma rede, ou não ter a informação sobre decisões estratégicas sem ter a responsabilidade ou fazer parte desta decisão é a melhor posição neste momento.

A Santa Ignorância realmente é santa, pois nos protege de saber de decisões ou movimentos que não temos como mudar ou influenciar. Ficar imaginando o que será que vai acontecer só cria situações desfavoráveis para nós mesmos.

Rapidamente conte nos dedos quantos colegas que conhecemos fica em função de boatos o dia inteiro? Contou? Faltou dedo? Preocupante, pois a sua organização passa boa parte do tempo gerenciando boatos.

As decisões tomadas de forma incorreta e desordenadas nas organizações são comuns no ambiente corporativo. A geração de boatos sendo predominante significa que falta direcionamento estratégico na organização para conduzir os profissionais que sem saber o que a empresa espera deles acredita nos boatos.

Agora o mais importante é: o que existe por trás de um boato?  Se a empresa está sem direcionamento organizacional e precisa acionar o passaralho significa que também toma decisão por boatos? O mesmo boato que ocasiona improdutividade por deixar parte da comunidade organizacional em alerta e preocupada com as decisões que desconhece. A  comunidade cria o que não existe e o boato se transforma em verdade, que passa a direcionar a organização.

Volto a Santa, santíssima ignorância... Como nesta hora ela é realmente santa, pois se não sei e desconheço não imagino ou crio.

Não é fácil dirigir uma organização. Se o resultado não vem, com certeza o boato e o passaralho são predominantes.

Se o boato predomina é porque acreditamos nele.

E você, já se viu ansiosa ou sofrendo por causa de um boato? 

Uma ótima semana,

Yeda Brandi

 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Eu não quero ter razão, eu quero é ser feliz!


A capacidade de transformação no ambiente organizacional é quase obrigatória por uma questão de sobrevivência e desenvolvimento.
Se nos dedicarmos a analisar o comportamento diário e calcularmos o tempo que levamos produzindo realmente resultados, podemos nos assustar.
Empresas em que a gestão é conflituosa, o tempo desperdiçado em tarefas repetidas e discussões que não chegam a um objetivo implementável representa 80% das atividades produtivas.
No conceito acadêmico, a Gestão de conflitos é a parte da gestão de uma organização especializada na administração dos conflitos entre indivíduos, entre indívíduos e grupos internos à organização, entre grupos pertencentes à organização ou conflitos da organização com outras organizações, através da utilização de técnicas, práticas e processos.
Sabemos claramente que, onde existe pessoas com metas e desafios, existe conflito. Isso é normal e faz parte da rotina organizacional.
O que torna a Gestão de conflitos mais atenuada nas organizações é a  indefinição clara dos objetivos a serem alcançados e o uso disciplinar de processos e práticas organizacionais.
A maioria dos executivos que lideram grandes equipes gostam de criar suas prórpias regras e procedimentos internos. Seguir um padrão e um modelo de gestão de processos não é uma tarefa fácil dentro das arenas organizacionais.
Os executivos ao criarem suas próprias regras, inciam um processo muito semelhante a organização das milicias, que na maioria das situações atua na defesa de interesses particulares, com objetivos políticos, individuais e estratégicos. Este tipo de modelo organizacional faz brotar imediatamente alguns perfis bem típicos e conhecidos.
Predominam os grandes estrategistas , perfis arrogantes, jogadores com a capacidade racional elevada.
Com isso o direcionamento estratégico adotado passa a ser canibal, é óbvio o resultado é muito sangue derramado dos soldados.
Neste tipo de gestão brotam imediatamente grupos guerrilheiros para enfrentar batalhas diárias, ou um combate a cada instante.
Nada tão diferente do que é feito no marketing de guerrilha, que usa táticas onde o mais fraco busca meios e ações inusitados a fim de alcançar o resultado almejado.
Tudo bem que estas táticas são usadas no mercado onde competem diversos jogadores. Agora,  viver  8 horas por dia em um ambiente de pólvoras, como se estivéssemos em uma batalha diária, é no mínimo e exaustivo e com efeitos colaterais imediatos: O estresse,  o maior causador da doença do século XXI.

Uma matéria no site da revista PSIQUE apresenta um relato sobre este tema:
Um levantamento realizado pela Associação Internacional do Controle do Estresse, ISMA (International Stress Management Association), revelou que o Brasil é o segundo país do mundo com níveis de estresse altíssimos. Pelo menos três em cada sete trabalhadores sofrem a síndrome de Burnout e não sabem (é  distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional.
Ai vem o dilema!!!, o trabalho que enobrece o homem é o meio ou o seu fim? O quanto vale horas de desgastes, noites mal dormidas, úlceras e antiácidos, status, ego e altos salários?
O quanto vale o aniversário do filho perdido, as férias com a família com o celular funcionado o tempo inteiro, não ter jantado com a esposa no último ano pelo menos uma vez, não ter visitado os pais, não ver o filho crescer e perder os melhores momentos de sua infância?
Tudo isso é uma escolha. Nossa Escolha!!!
Precisamos trabalhar? É óbvio que sim, precisamos nos desafiar, precisamos nos reinventar. Criar, desenvolver e produzir faz bem a todos nós. Um estresse normal, uma ansiedade faz nossos neurônios produzirem mais adrenalina, mais dopamina, mas estímulo que é positivo para nosso corpo.
Agora tornar o trabalho um hábito não saudável, que nos transforma em guerrilheiros para batalhas sem fim, me leva a uma visão muito semelhante aos homens bomba que se destroem sem perceber, e se acham heróis.
Eu não quero ser uma heroína ou ter sempre razão. E você já pensou no que realmente quer? A carreira dominando sua vida, a razão sempre?
Eu não quero ter razão, eu optei por ser feliz!
Por Yeda Brandi

"TRANSFORMAÇÃO DIGITAL" Na era da revolução digital, as empresas precisam promover mudanças estruturais que antecedem a te...