domingo, 19 de maio de 2013

Ritual Masculino

A moda executiva geralmente segue um padrão e simboliza o poder, a superioridade e a austeridade.



Homens e mulheres seguem tendências da moda, porém a moda masculina mantém de alguma forma o padrão contemporâneo clássico.

Ternos escuros ou nos tons cinzas são uniformes masculinos repetidos. Um terno com camisa branca, e gravata clássica é padrão.

Imagine uma reunião importante, onde o Presidente da empresa fará uma apresentação. Uma espécie de kickoff e logo após  haverá o comum e conhecido coquetel, que deveria ser a hora do relaxamento.

Nesta reunião, 60% dos executivos usarão terno preto, 30% cinza e 10% azul marinho. Seguindo a tendência a gravata vermelha ou vinho lideram, seguido da gravata azul e acreditem a gravata rosa também é usada, sendo uma ousadia.

Os sapatos e cintos sempre na maioria das vezes são pretos, seguidos das meias na mesma tonalidade. O comportamento também é o mesmo, pois,  ao sentar abrem o paletó, cruzam as pernas e todos, exatamente todos arrumam a gravata.

Como são previsiveis os homens, como são práticos e pouco variam no design.

Mas porque isso perpetua?

Lembrem que este compartamento vem de outras décadas e séculos. Quem não lembra dos executivos da empresa IBM conhecidos pelos seus ternos pretos. Virou característica desta empresa que associou a marca a um estilo.

Este estilo, logicamente não surgiu na IBM, mas sim iniciou em Versailles, no século XVII , quando Luis XIV, o rei Sol, desbravando a moda masculina resolveu criar uma roupa específica para as reuniões com empresas multinacionais. Foi nesta época que surgiu o modelo até hoje usado, mas com bem menos rococó (estilo da época). Luis XIV solicitou aos alfaiates que criassem o terno, um conjunto de 3 peças da mesma cor.



A alfaiataria, tornou-se algo que representava o poder e a elegância, e o terno era produzido customizadamente e carregava a imponência da masculinidade mantendo a formalidade.

Interessante como um simples terno remete ao poder, coisa extremamente comum no mundo corporativo. Imagine um homem de tenis, calça jeans e camiseta sentado ao seu lado em uma reunião. Você acharia que ele era um executivo, ou que poderia ser o presidente da empresa? Dificilmente você o enxergaria na função pelo o que está vestindo. A roupa não remete ao cargo.

Eu tive uma professora de antropologia do consumo que falava sempre a seguinte frase: a moda é um eterno vir a ser! Mas como aplicá-la no universo masculino, que preserva o uso do terno desde o século XVII. Já se passaram sete séculos e o uso da alfaiataria masculina, mesmo tornando-se mais viável com a venda no varejo, é ainda a roupa 100% usada pelos executivos, cuja a herança cinza vem da revolução industrial.

Os hippes dos anos anos 70, com suas cores psicodélicas tentaram colorir o mundo, mas não tiveram força e se converteram ao ritual terno preto e atuam muitos como executivos atualmente.

As novas empresas principalmente as de tecnologia e internet, tentam mudar este estilo. Stive Jobs foi um que ousou no estilo camiseta Calvin Klein, a famosa e prática calça jeans e o seu tão comum blaser.

Este estilo mais "casual" será uma nova tendência no mundo corporativo? Num mundo onde a criatividade, ousadia e empreendedorismo tem feito surgir novas empresas de jovens, que brincam de fazer empresa e criam grandes impérios corporativos, combina a tradição dos homens de terno preto?

A era da moda contempoânea precisará mudar o estilo?  Porque as cores não surgem neste mundo tão formal e igual? Porque permanecer com os modelos da revolução industrial e pequenas ousadias na largura das gravatas moda dos anos 50 após o boom da propaganda?

Será que a geração Y que já está atuando neste mundo ainda usa o velho e tradicional terno? Pensem rapidamente no estagiário ou no analista que está no inicio da carreira. Ele usa o terno, ou só quando é literalmente obrigado?

Já os executivos da geração X aceitaram as tribos evangelizadas pelos baby boomers e permaneceram com a tradição.
A geração X que está na faixa de 30 a 45 conseguiu mudar este ritual?

É obvio que não!!!

O ritual é tão forte e poderoso, que transforma o profissional em um homem mais respeitado e percebido pela roupa. Parece bobagem, mas é a pura verdade, e qualquer alteração de cor, pode ser considerado ridícula. 

Pense neste cenário: um executivo com um terno xadrez estilo "Agostinho Carrara" da série a Grande Família, que ousa no uso de cores e listras. Dá para imaginar? naturalmente o exemplo é estranho de imediato aceitar, mas porque não ousar?

Pense rapidamente e conte nos dedos quantos homens na sua empresa ousam no estilo e fogem ao padrão terno escuro? Quantos ternos verdes, vermelhos, brancos, amarelos, são usados? Contou? Eu não consigo achar um se quer!!!

Será a a geração Y conseguirá mudar este padrão e se libertar de séculos e séculos de uma tradição tão austéra? Como seria se os homens resolvessem mudar este padrão usando cores alegres e ousadas?

A cor preta é desprovida de reflexo de luz e possui simbolismos que variam de cultura ora simbolizando a morte, o anti-patriotismo, o rock'n roll, estilos góticos ou o simplesmente o nada.

Sendo esta cor tão pesada, porque os "Homens de Preto" corporativos não mudam? O que tem por traz desta escuridão?

E você, acha que a cor poderia existir no mundo masculino corporativo?

Homens que tal colorir um pouco!!! Mulheres vocês ajudam a colorir?

Uma manhã de paint ball poderia ser um ótimo inicio na segunda feira!



Abraços,

Yêda Matta Brandi

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Saudade de um tempo que passou!


Constantemente temos uma estória para contar no trabalho e na maioria das vezes remete a nostálgica alegria de que éramos felizes e não sabíamos.

Você já se deparou contando a alguém como era antigamente?

Ou já se viu em uma roda de amigos criticando o presente, ou não entendendo o porquê, o quem , o quando e o onde? Já se viu rindo da situação? Ou já falou assim, hoje você deve ligar o botão do F... -se?

Estes sintomas  geralmente são aspectos conjunturais e insatisfações pessoais envolvidas no ambiente corporativo relacionados a competição e a carreira.

Dez situações que nos envolvem diariamente:

1. Se você ja se viu exemplificando fatos ou situações do passado, como antigamente a gente fazia assim, tinha modelos assim, criávamos projetos ou trabalhávamos assim, é porque não gosta do que faz hoje;

2. Se você lembra do passado com saudosismo e sempre acha que era melhor, significa uma insatisfação com o presente;

3. Se a lembrança do passado tem tomado tempo suficiente de sua rotina, significa que você não consegue viver o presente e vislumbrar o futuro;

4. Se você acha que a forma e os acontecimentos do presente são repetições do passado em uma versão piorada, significa que você não acredita no futuro;

5. Se você calibra constantemente a expectativa com a frustração, significa que não existe no presente ou no futuro uma saída que represente um cenário motivante;

6. Se você encara o trabalho atual como emprego, significa que não tem desafios para desbravar;

7. Se você culpa o cenário a organização ou as pessoas, é porque não se insere no problema ou situação, está incrédulo;

8. Se você reclama de tudo, todos as vezes ou a qualquer instante por qualquer motivo que seja, é porque não consegue encontrar foças e coragem para mudar o cenário atual;

9. Se você relembra as atividades do passado com emoção e vive o presente com melancolia, é porque não está fazendo o que acredita e deseja para o futuro;

10. Se você acredita que no passado tudo era muito, mais muito melhor no ambiente de trabalho, é porque você não tem mais o presente e está perdendo seu tempo em querer voltar ao que já passou.

Os 10 ítens são situações que vivemos tanto na vida pessoal como no ambiente de trabalho.

Tais situações carregam a sensação da "saudade" que é  um sentimento que nos remete a situações e momentos que tivemos e perdemos por deixarem de existir. Nos leva também a solidão que remete a uma ausência, perda ou desapareciemnto de algo que já tivemos.

Percebam que a "saudade" sempre carrega na nossa memória os momentos bons, alegres e felizes. Dificilmente temos saudade de chefes grosseiros, duros, de competições sem ética ou trabalhos frustrantes ou não realizados. Mas temos a mania de achar no presente todas estas situações ruins juntas.

E o que fazemos para "matar esta saudade"? Lembramos, relembrambramos através dos bate papos com amigos, através de fotos antigas, de trabalhos feitos, emails recupreados e orgulho de ter sido ou feito ou participado daquela época.

Este sentimento é agradável, rimos, nos emocionamos e se transforma em alegria momentânea, sim momentânea porque se não resolvida transforma-se em angústia, nostalgia e tristeza.

O passado foi vivido e por isso foi importante. Mas foi, passou e nunca mais voltará. O futuro será conquistado e vivido e precisamos buscá-lo. E como fazer isso ?

Vivendo o presente..., sabendo que ele existe porque o escolhemos.

O passado é um ensinamento para ser lembrado e não vivido pois já se foi, o presente, este sim a gente vive e o futuro, ah!... o futuro , este ainda não nos pertence! 

O presente é a única e maior certeza que temos e podemos escolher e mudá-lo. Ele é o presente que ganhamos diariamente ao acordar, como no nosso aniversário que ganhamos presentes.

Um ótimo presente a todos!

Abraços,

Yêda Matta Brandi



"TRANSFORMAÇÃO DIGITAL" Na era da revolução digital, as empresas precisam promover mudanças estruturais que antecedem a te...