A matemática diária que fazemos para cumprir nossa agenda de compromissos é alucinante.
Nosso dia é composto de 24 horas, das quais 8 a 10 horas dedicamos ao trabalho.
Baseado no cálculo de 10 horas de trabalho diária, mais 2 a 3 horas de locomoção e trânsito, utilizamos 10 a 13 horas do nosso tempo dedicando a pessoa jurídica.
Até ai, nada difere da realidade vivida pela maioria dos profissionais que atuam nas capitais.
Neste cenário, sobram entre 11 a 14 horas para vivermos na categoria pessoa física.
Como Pessoa Física, geralmente precisamos de 8 horas de descanso. Isso significa que nos restam entre 3 a 6 horas para relaxarmos, estudarmos, praticar alguma atividade física ou simplesmente não fazer nada.
Essa rotina dura pelo menos uns 30 anos da nossa vida. Isso significa aproximadamente uns 7.200 dias de aventura, equivalente a 72.000 horas dedicada a pessoa jurídica e 2.400 horas dedicado a nossa vida que em 30 anos de carreira, representa 3% do nosso tempo é dedicado a nossa vida e o restante ao trabalho.
Como o trabalho nos engrandece e é necessário para sobrevivermos com mais conforto, temos que ter nesta dedicação prazer, alegria, contentamento, respeito.
Do latim a palavra trabalho é originado do conceito “tripaliu”, que é a denominação de instrumento de tortura formado por três (tri) paus (paliu) , que era usado para os cavalos que não se deixavam ferrar. Dessa forma originalmente trabalhar significava ser torturado.
Na visão grega, o trabalho agradava aos deuses (criava recursos e consideração social), fazia os homens independentes e afamados. A alma, ao desejar riquezas, impulsionava ao trabalho.
Pois bem, nesta viagem longa de vida empresarial, o trabalho é a nossa labuta diária, onde vivemos vários episódios que depois de cumprido torna-se momento passado.
Passado que muitas vezes é sempre categorizado como muito melhor que o presente Passado que foi vivido, deu oportunidades, experiências e conclusões que servem apenas para fortalecimento e história construída.
O dia a dia passa, o tempo voa e depois que beiramos a fase dos "enta", 40, 50, 60... a percepção muda muito, assim como o gosto e o prazer a ser alcançado.
Sempre falo que aos 20 anos não temos paladar, comemos ketchup na pizza, adoramos os big sanduiches. Aos 30 anos comemoramos muito esta chegada, pois esta década é muito rápida, com um pouco mais de maturidade e responsabilidade para encarar uma carreira, um sonho, uma vida nova.
Já quando comemoramos os 40 anos, na vida profissional entramos no momento crucial da reflexão da carreira que projetamos, das conquistas, realizações e frustações e etapas não alcançadas.
Nesta etapa, já melhoramos drasticamente nosso paladar gastronômico, já experimentamos mais, já somos cobrados e temos altíssimo grau de responsabilidade com família, com a vida e com nós mesmos.
Alcançamos mais da metade da viagem e do sonho empresarial de carreira, ascensão e conquistas.
Algumas vezes, nesta etapa, por temos a maturidade instalada e a PVC nos rodeando, temos um alto grau de cobrança e medos que a idade e a vida nos traz.
Sentimos saudade dos 20, 30 anos, como se a fase dos 40 fosse pior.
O corpo mesmo com toda tecnologia muda características, a paciência às vezes é menor e as expectativas passam a ter um prazo de validade menor.
Isso tudo é real, concreto e diário, e muitas vezes até melancólico.
Se olharmos através da ótica construtiva e realizadora, somos nesta fase muito melhores que fomos, pois conseguimos construir uma vida repleta de obras que ficaram na nossa história e serão utilizadas ou como bom exemplo, as tais melhores práticas, ou como ponto de atenção para não serem repetidas.
Isso é um valor e riqueza para o mundo empresarial que não tem preço, despesa ou custo.
Isso é capaz de transformar o futuro em algo melhor, produtivo, realizador, desafiante e encantador.
Atrelado a isso, somos pessoas maduras, com alta capacidade para escrever e construir novas obras e saber distinguir o que é bom e melhor nesta rotina de 10 a 13 horas por dia que dedicamos a nossa família CNPJ, que escolhemos ficar e viver nela.
Esse é o principal segredo da nossa história. Nós escolhemos, nós criamos obras e nós decidimos esta dedicação que é retirada da parte CPF e dedicada à parte CNPJ.
Então, a conclusão desta crônica é que:
O dia de hoje é o melhor dia, assim como as escolhas que fizemos
são as escolhas certas, por que nós somos o autor da nossa história, e esta, com certeza é a
nossa maior obra de arte!
