terça-feira, 22 de maio de 2012
Manda quem pode..., obedece quem tem juízo !
A frase “Manda que pode, obedece quem tem juízo”, oriunda do velho ditado popular, nos afirma que desde que o mundo é mundo, somos mandados ou obedientes.
Quando crianças, dependendo da educação que recebemos ,do meio que vivemos e da personalidade que adquirimos, formatamos nossa identidade que passa a ser clara e evidente.
Como a organização empresarial é um CNPJ que ganha vida através das pessoas, o modelo de gestão organizacional passa a ser um reflexo dos Gestores e Líderes que comandam as empresas.
Vamos entender o que estes nomes representam: Chefe, Gerente e Líder.
Chefe: geralmente esta categoria são os reclamões, tem a postura coerciva, ou seja, ordena aos subordinados o que quer, e o que é necessário ser feito. Como usa a ordem como postura, remete a subordinação através do medo.
Gerente: por ter um cargo hierárquico,é orientado a meta e busca atingir os resultados esperado, com momentos coercivos mas atrelados a técnicas gerenciais. O Gerente busca ser um líder, e motiva e tenta fazer a equipe acreditar e executar os resultados, sempre orientado a meta.
Líder: usa a sua postura, influência e habilidades e competências de suas próprias atitudes. Lidera de forma magnânima, ou seja, consegue mobilizar grupos a buscar os resultados de forma nata, simplesmente porque se preocupa com as pessoas contidas no grupo e os motiva com palavras, atitudes e posturas. É um ícone a ser seguido.
Pois, bem, vamos ser coerentes, não é fácil ser líder 24 horas por dia. Influenciar e atuar no psicoemocional das pessoas e fazer com que estas tenham motivação, crença e responsabilidade não é uma tarefa simples.
Para reconhecermos estes personagens nas organizações, basta avaliarmos o grupo de pessoas chefiadas, geridas e lideradas.
EMPRESA-CHEFE
Empresas com muitos chefes possuem equipes submissas, com medo e baixa motivação.
Estas equipes transformam tem baixa produtividade, baixa criatividade e zero de posicionamento.
São empresas geralmente com pouca estratégia e planejamento, e atuam na forma de“tentativa e erro”, o que faz o grupo que a compõem sejam profissionais insatisfeitos , sem perspectiva e na primeira oportunidade que houver, abandonam o barco.
Já os que ficam na empresa-chefe são os profissionais que não querem muito compromisso e responsabilidade. Trabalham por sustento e não por desafios. O emprego é um meio de sobrevivência e se satisfazem com Chefes.
EMPRESA – GERENTE
Como os Gerentes utilizam técnicas e metodologias até pela exigibilidade do cargo, sua postura apesar de ordenar, tenta equilibrar o posicionamento que navega um pouco na chefia e outrora na liderança.
Isso faz com que os gerentes possuam grupos de colaboradores, transformando o perfil do time em um grupo mais equilibrado comparado ao estereótipo empresa-chefe.
Estas empresas orientadas a metas agressivas, são muito competitivas, geralmente Grandes empresas e transforma o ambiente em uma constante corrida. Ora a corrida é ladeira, ora uma reta e na maioria das vezes longas subidas.
As pessoas são muito parecidas com times, treinados, orientados a alta performance, que muitas vezes sangra e causa hematomas.
Muito comum este tipo de empresa.
EMPRESA-LÍDER
Não é que não exista, mas não é comum encontrarmos facilmente. Os grupos de liderados são pessoas extremamente motivadas, satisfeitas e orientada a compartilhar os resultados.
Trabalham tão unidos, porque sabem: quando chegar, chegar e como chegar, mas não perguntam porque e como.
Este grupo busca a prosperidade , pois enxerga além do horizonte e sabe que o alcance é um mérito certo e de todos.
A competição é sadia, existindo sempre oportunidades. A carreira é pura conseqüência.
O ambiente empresarial agradável, responsável, maduro e humano.
A grande diferença dos 3 tipos (Chefe, Gerente e Líder) pode ser explicada através do corpo humano:
Chefe – trabalha com o corpo. Só se preocupa com o corpo, que não pensa, não sente, não fala, não ouve, não vê. Não enxerga pessoas e sim o esqueleto humano.
Gerente – trabalha com o corpo e com a coordenação motora, pois, precisa dos braços, pernas e raciocínio lógico para executar e cumprir as metas, além dos 5 sentidos, para que veja sempre o correto, fale o necessário, escute o importante e respire coordenadamente para não impactar na produtividade e no alcance das metas. Inputs e Outputs corretos, sistemas e processos são geridos perfeitamente pelos gerentes.
Líder – Usa o corpo, os braços as pernas os sentidos sim, mas possui uma habilidade além da psicomotora. Preocupa-se com a emoção, as crenças, os sonhos, os estilos de cada pessoa. Tem habilidade de criar, desafiar, sugestionar e lidera simplesmente PESSOAS.
Pois bem, agora para finalizarmos e refletirmos juntos, o local que trabalhamos está composto percentualmente mais por Chefes, Gestores e Líderes?
Será que ao nos avaliarmos estamos contidos na frase inicial da crônica? Somos mandados? Executamos? Obedecemos ? Desenvolvemos? Criamos? Produzimos? Entregamos? Enfim o que somos?
As empresas são formadas pelos 3 personagens, porém somente cabe a nós aceitarmos a que tipo de personagem queremos fazer parte.
Nós pessoas podemos exigir das organizações posturas de Liderança, não é fácil, mas possível. Agora podemos também continuar atuando de acordo com o velho ditado popular:Manda que pode e obedece quem tem juízo!
E ai, !!! vamos transformar os velhos Chefes e Grandes Gerentes em verdadeiros Líderes?
Abraço a todos,
Yêda Matta Brandi
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Muito interessante a sua reflexão. O fato é que buscamos estar associados à quem enxergamos como verdadeiros líderes. Pessoas que antes de mais nada reconhecemos serem merecedoras da posição de que ocupam. Da mesma forma nos sentimos atraídos por empresas líderes, que fazem diferença, que estão na vanguarda, ditando os rumos do segmento. Quanto a última questão que você colocou, de sermos agentes de uma mudança interna, entendo que a mudança da cultura empresarial vigente esteja mais e associada aos valores de seus controladores do que na prática, ao seu corpo de funcionário, até porque este último acabará sendo naturalmente substituído (seleção natural)por pessoas que validem a visão da cultura que se quer estabelecer. Abs Serpa
ResponderExcluirSerpa a seleção natural é uma realidade, mas como agentes de mudanças não podemos desacreditar! Adorei seu comentário, me fez idealizar a próxima crônica...Abs,
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